O tacho

© Luanda M.S. Cabral

                      Geralmente eu sou de curti uma boa conversa, brinco encima de algumas veredas, e também meus olhos as vezes não passam tão despercebidos assim. Nas vezes em que eu não estou perdida no meu mundo meio Alice no país das maravilhas, visto que saboreio lentamente os meus momentos bons, algumas recordações nos animam a pensar no futuro. Mas, bem, não foi sobre isto que vim aqui escrever. Eu andei observando a mania que algumas pessoas tem e insistem em viver. Viver de restos! Tive em pensamento que apesar de eu passar o dedo no restinho que fica, e me lambuzar toda, se vermos bem aquele queimadinho é bem amargo. Então  o que fazemos, deixamos de molho para que desgrude aquilo que teima no fundinho do tacho. É-me indiferente, mais não sou muito boa em valorizar excessos do diminuendo sobre o diminuidor: Restos. Não lido muito bem com aquilo que fica por dizer ou até por fazer. E, também é bem distinto de sobras, sendo que esta excede a quantidade que se é. A outra não brilha, são apenas cinzas daquilo que se queimou. E, algumas pessoas me parecem ser assim umas múmias, ou cadáveres ambulantes que querem nos contaminar com suas bactérias ou fungos latejantes. Eu, sou chata, e acho tudo isso muito nojento. Restos infecciona torna-se doença ou vício. Não nos faz bem entrarmos em contatos com estes tipos de moléstias. Dar vasão a parasitas que tenta sugar nossa felicidade, enferrujar nosso sorriso. Esta mania de viver sobre o tacho me incomoda e não faço parte desta porção de sentimentos contagiosos ambulantes. Já disse, não sou mendigo. Quem vive de restos são parasitas que come e vive à custa alheia, nascem e tentam se desenvolver à custa da substância do outro.
Sai pra lá! Tomo uma dose de um beijo gostoso de amor. Acrescento mais dois goles de um belo sorriso. Mais, uma pitada de abraços dengosos. Manar um cheirinho sereno suficiente para sossegadamente eu continue a caminhar. Tacho, chá pra lá bem longe de mim.
(Luanda M.S. Cabral)

4 Sonhadores:

vanessa disse...

Ai, que meigo teu cantinho! *-* Tu escreve muito bem! Entrou na minha lista de visitas diarias. Beijo!!

Del Santana disse...

sentimentos ruins são o que sobram do que é feito sem amor. esse tipo de resto tem que ser imediatamente descartado (criando-se, por exemplo, um ambiente repleto de bons sentimentos; muita alegria, paz, amor...), afinal, não podemos deixar o que há de bom ser contaminado por eles, né?

beijo

Luanda M.S. Cabral disse...

Del é isso mesmo!!!
Boa observação, que conseguiu chegar a síntese de meu pensamento.
Beijos querida, obrigada pela visita.

Patrícia Vicensotti disse...

Oiee Luanda!
Que saudade!

Vim te desejar um Feliz dois mil e 'doce'!

Um beijo carinhoso!

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