Moça

© Luanda M.S. Cabral
A moça e a janela, sempre as duas se encontravam na tarde singela que o sol insistia em brilhar;
A moça sempre tão bela, sorriso faceiro simples sem jeito, tímida no modo de molhar;
A moça eu seu vestido rosado, casaco amarrado quem sabe um frio podia por ali passar;
A moça e o jeito manhoso, muy dengosa com a doçura do falar;
A moça e a rosa, que ali se encontrara espelhada numa joia rara pele suave, perfume distinto fazendo exalar;
A moça desperta num dia mulher, já sabendo o que quer, da janela levantou...
Se abriu broto-flor;
Casulo panapaná...
E ela voou para um lugar,
Lugar incerto,
Com algumas certezas nas asas,
E muitas dúvidas no pensar...
Onde iria chegar?
Pairou a refletir, num súbito momento a sorrir,
Lembrou sou moça, estou apenas a sonhar.
E para os sonhos não existem limites,
Alcança o tamanho do quanto nossas asas insistem em ousar.
(Luanda M.S. Cabral)

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