Noites Sombrias

© Luanda M.S. Cabral
Noites sombrias aguarda ao me deitar,
Lobos famintos estão a me sercar, sinto o cheiro da morte,
O sangue correndo nas veias, a pupíla a dilatar
Respiração ofegante, eu só quero descançar.

Em meu leito já preparado,
Estendo o meu corpo, não quero ficar aqui!
Mais por enquanto é o que eu encontro.
Cubro-me com um manto, não é sagrado, porém assim sinto-me protegido.

Na mente uma pequena oração, quero fechar os olhos
E dentro de minha mente confusa,
Almejo você, quero dormir, e ter bons sonhos.
Porém, as noites tão sombrias, fria, e cama solitária, vazia.

Entreviro em meus lençóis,
Sinto sensações estranhas, algo está me prendendo
Sinto o corpo amarrado, não consigo me mover
Neste momento só os olhos mechem, de um lado para o outro.

Não, não estou ficando louco.
São pequenos devaneios, de um sonâmbulo.
Insônia, pertuba a mente,
Cansa a vida, cria-se uma nova personalidade perante madrugadas.

Não, não é isto que eu quero,
Embora caminhe por precipícios, estou lúcido.
Quero viver!
Quero vida!

Nestas horas pertubadas,
Recordo do teu amor,
Lembro de teu nome,
Lembro daquilo que um dia me ensinou.

E rogo, para que não me desampare
E que esteja aqui comigo neste momento,
Que tu chegue com teu cajado, e uma tocha de fogo
Queimando tudo que em mim está ardendo faz tempo.

Peço-te que espante os lobos,
Os mande embora, para nunca mais voltar a me assustar,
E que ilumine estas noites sombrias que querem me levar.
Óh, Jesus mostra tua face para mim, quero te ver.

O meu íntimo quer te sentir, por que sim tu és vida,
Embora não desista ainda, não quero morrer!

(Luanda Melo dos Santos)

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