Natureza Desumana

© Luanda M.S. Cabral
 
A que te resta um tanto além do gozo da vida,
Tua pele amanhecida, o sorriso amarelado e olhos fúnebres dos corpos ao teu lado.
Apetite insasiável, a ganância te consome, te corrompe,
Faz de ti um bixo, ao notar-te ao espelho não enxerga em ti um homem.

A que te resta do dia, se não for alimentar esta grande agonia,
Do satisfazer alguns desejos, não possui nenhum anseio, ao deitar quer o repouso,
Na madrugada és tenebroso, o satãn mascarado,
E de dia és bom moço que sorrir e estende os braços.

A que te resta da paixão, senão o desgosto dos sentimentos alheios,
Narcizista és volúvel, dentro de ti tudo é imundo,
A última gota te serve o próprio prato, do teu corpo faz-o em pedaços
Saborea tua carne, tu nada vale, fomenta a tua desgraça.

A que te resta, se apenas conheçe este mundo 
És sujeito vagabundo, de natureza desumana,
Corre ácido em tuas veias, fostes criado numa teia de onde ainda não saíste,
Julgas que o inferno é aqui, sem compreender que um dia estaras lá a pagar tudo que fizestes neste lugar.

O que te resta, será o que te espera por assim tu ser e a insistir nestes vales sombrios o teu percorrer.

 Rogo sobre ti, que antes mesmo que nestes vales venhas a cair, reconheças que somente um é capaz de as mãos a ti estender, e teu libertador,
Jesus Cristo seu único Salvador.
(Luanda Melo dos Santos)

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